Mostrando postagens com marcador Fotos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Fotos. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Foi lento, mas Bucareste me conquistou!

Comecei essa viagem de novembro de 2015 por Bucareste, capital da Romênia. Quer dizer, minha chegada foi por Milão e lá fiquei a primeira noite, entre dois voos, mas só para descansar. A viagem mesmo começou com a chegada na cidade que já foi chamada "Paris do Leste".
A "Champs-Élysées" romena (na verdade, o Boulevar Unirii)
Olha... a cidade lembra tanto Paris quanto Buenos Aires. O taxista que me levou do aeroporto ao hotel disse que há um Arco do Triunfo e uma "Champs-Élysées" pra fazer jus ao apelido. Mas ao passar pelo arco em reforma, ele mesmo meio que se desculpa por a cidade não ser mais a mesma. Na verdade, ela teve seu auge de sofisticação no período entre a primeira e a segunda guerra mundial. Depois disso veio a guerra fria e a ditadura de Nicolae Ceausescu, que se inspirou na capital da Coréia do Norte para traçar novos planos urbanísticos para a cidade. Seguiu a cartilha comunista que ensina muito bem a fazer avenidas largas e mega-caixotes de concreto para abrigar órgãos públicos.

Grandes avenidas e uma desordem aparente



Felizmente essa história ruim da ditadura já acabou há mais de 25 anos e a época é de ressurgimento. Meu objetivo nesse país não é necessariamente a capital, de forma que fiz uma programação do tipo "verei o que a cidade me mostrar". Ou seja, tive dois dias inteiros para sair caminhando sem muito rumo. Tinha, claro, algumas referências, como o Palácio do Parlamento e o Parque Herastrau, em lados opostos da cidade.

No primeiro dia deixei de lado o transporte público e saí caminhando na direção do centro histórico. As pequenas ruas de paralelepípedos com muitos bares, restaurantes e lojinhas parecem um oásis turístico em meio às avenidas e construções sem nenhuma graça. Tinha uma atmosfera diferente do que eu vi na chegada à cidade. E olha que era antes das 11 da manhã e poucos turistas caminhavam pelo local. Certamente as tardes e noites deveriam ser fervilhantes por ali.
Rua do centro histórico, conhecido por "Lipscani"
Passei calmamente pelo local, visitei uma igreja ortodoxa das mais antigas da cidade e vi ali perto um busto do Príncipe Vlad Tepes Dracul, sobre o qual falarei bastante nessa viagem, e que mandou construir por ali uma espécie de sede administrativa de seu breve principado. Há pouca informação nas placas, mas deu pra entender que seria a primeira sede de uma corte real instalada em Bucareste. As ruínas estão preservadas e podem ser visitadas pelo Museu Curtea Veche ou simplesmente observadas da calçada lateral.

Ruínas do que seria a primeira corte real instalada em Bucareste
O famigerado Príncipe Vlad Tepes Dracul
Igreja Ortodoxa construída entre 1545 e 1554
Saindo do centro histórico resolvi seguir caminhando até o Centro Cívico. Era longe, mas o dia estava lindo e a disposição era de primeiro dia de viagem! Liguei o navegador do celular (eu uso o Sygic, um aplicativo que uma colega do trabalho maravilhosamente me indicou - valeu Lígia!) e logo estava eu caminhando pelas calçadas arborizadas da Champs Élysée romena, ou, pra ser mais correto, do Boulevard Unirii (União), que termina bem de frente para o gigantesco palácio.
Não é Paris, mas o outono é lindo aqui também!
Boulevard Unirii com parte do Palácio do Parlamento ao fundo
Gigantesco é o melhor dos adjetivos para o monstro. Um palácio que nasceu do hiper inflado ego de Ceausescu e que é considerado o segundo maior edifício público do mundo (perde só para o Pentágono dos EUA). Mas os romenos estão longe de se orgulhar disso. Para a construção, o ditador despejou milhares de famílias que moravam na região. acabou ficando como símbolo e uma era que ninguém gosta de lembrar.
O gigante!
Lateral do palácio, por onde se entra para a visitação guiada
Por dentro hoje é sede do parlamento, abriga museus e funciona também como centro de convenções. Aliás, um sonho para qualquer organizador de eventos, dado o número de salões de dimensões grandiosas! Segundo a guia da visita, nós andamos cerca de 2,5 km dentro dele e conhecemos 5% das salas. Também já foi pensado em demolir, mas o custo da demolição e da destinação dos entulhos seria astronômico. O jeito é, aos poucos, mudar a imagem do gigante diversificando os usos.
Terminada a visita, saí novamente caminhando e parei num pequeno parque ao lado do centro cívico. Sentei num dos bancos e aproveitei para estudar o mapa, traçando os próximos passos. O centro histórico é conhecido também pelo nome de uma de suas ruas, a Lipscani. Resolvi então, voltar por ela e parar num dos restaurantes da região para comer alguma coisa. Já passava das quatro da tarde!
Depois de comer no tradicional e turístico "Caru' Cu Bere". Boa comida e boa cerveja num lugar bem interessante para conhecer.


Fechei o dia voltando ao hotel pela Rua Victoriae, que é a rua "chic" da cidade. Ali estão alguns dos grandes hotéis, lojas das principais grifes e alguns dos prédios e monumentos mais bonitos.
Rua Victoriae
Igreja na Rua Victoriae
Cheguei no hotel passava das sete da noite e o objetivo era descansar. Mas não consegui dormir cedo porque a cidade entrava num movimento histórico naquela noite. Dias antes de eu chegar ocorreu um acidente numa boate da cidade. Foi bem parecido como o da boate Kiss de Santa Maria. Morreram 32 pessoas e mais de 100 ficaram feridas. Cheguei no país segunda-feira em meio a um clima de consternação generalizada. Mas o que isso tem a ver com o movimento histórico na cidade? Acontece que a autorização para funcionamento do local 'aparentemente' foi concedida sem a devida fiscalização. Já viram isso em algum lugar?
O que você não viu é que a população foi às ruas e já na manhã seguinte o prefeito do distrito e o Primeiro Ministro do país renunciaram. Os proprietários da boate foram presos e a população voltou às ruas nas noites seguintes querendo mais. Exigem uma reforma na classe política como um todo, a fim de acabar com a corrupção como aquela do alvará cedido de forma 'estranha'. Pena que as semelhanças com o Brasil pararam no alvará cedido sem fiscalização...
Até aprendi um pouco de romeno pra acompanhar as notícias
Enfim, esse foi o primeiro dia em Bucareste. Uma cidade que pode parecer difícil de gostar no primeiro momento, mas que aos poucos vai mostrando uma simpatia encantadora!
Até!



terça-feira, 19 de julho de 2011

Blogagem coletiva! Umas com tanto, outras com nada

Semanas atrás, numa tweeting conversation entre a Cláudia, Natalie, Carina, Patricia, Carmem e  Marcie, surgiu a ideia de listar os lugares que cada uma considerava "viu-tá-visto". Aí a conversa evoluiu e decidiram fazer também uma segunda lista - com cidades ou países para onde voltariam sempre. Como a idéia parecia boa, uma comentou aqui, outra comentou ali… no fim,  a notícia se espalhou e conquistou dezenas de adeptos. Diante disso, decidiu-se fazer uma blogagem coletiva.
Esse primeiro parágrafo é a introdução comum que todos os blogueiros usaram nessa #blogagemcoletiva. Para ler os outros posts do mesmo assunto, lá no final tem a lista dos blogs participantes. E, é claro, o JRviajando não podia ficar de fora. 
Ainda mais que esse é um assunto que sempre vem à cabeça quando visito uma nova cidade. Ou melhor, quando saio da cidade. A pergunta é inevitável: voltaria pra cá?


Eu vou me ater às cidades de fora do Brasil. Acho que voltaria para todas as cidades brasileiras que visitei... quer dizer.. não... tem algumas que não precisa... hehe...


Pois bem! Das "revisitáveis", a primeira cidade que me vem à cabeça é da época "pré-blog": Florença, na Itália. Eu a visitei na minha primeira viagem ao exterior, lá nos idos de 1994. Foi durante uma daquelas loucuras juvenis (que adorei fazer, mas não repetiria agora), quando, junto a um grupo de 12 formandos de engenharia, visitamos 11 países em 37 dias (!). De tudo o que visitei naquela maratona, Florença foi a cidade que ficou marcada como "eu quero voltar pra lá". Curiosamente, já voltei à Europa quatro vezes e nunca mais pisei em Florença. Coisas da vida... umas com tanto e utras com nada... ;-)


E tem aquelas cidades em que você vê, fica feliz por ter "cumprido aquela etapa", mas de cara tem a certeza que não precisa voltar. Ou ainda você percebe isso depois de um tempo. Às vezes parece que sempre vai dar vontade de voltar. Mas há cidades que vestem muito bem a carapuça do "viu-tá-visto". E as minhas são:
(Ah, se quiser saber das minhas experiências em cada cidade, basta clicar no nome delas... mas nem todas estão relatadas, desculpe...)


Milão
A vocação comercial da capital da moda e do design não me chama a atenção. Você tem que ver a Santa Ceia de Leonardo e assistir uma ópera no Teatro alla Scala. Mas não precisa voltar...
Acabo de voltar de uma viagem que começou por lá. Tem muitos atrativos e o povo é simpático. Mas não precisa ir duas vezes.

Oslo
Também estive lá recentemente. Talvez mereça uma revisita só para ver no que vai dar o monte de obras que invadiram a cidade. Mas fora isso, das capitais escandinavas Oslo foi pra mim a menos atraente.


Aqui o maior exemplo de que "pensando bem... a gente muda de idéia...". Digo isso porque quando escrevi o post sobre a cidade eu estava altamente animado e cheguei a escrever que Toronto é uma cidade para visitar muitas vezes (!). Tudo bem, pareço volúvel, eu sei, mas, ah... pensei melhor. Tenho dois amigos que moram lá e podem estranhar essa escolha. Mas realmente para visitar a cidade basta uma vez. É claro que há uma vida cultural agitada, excelentes museus, mas hoje o que me atrai para lá é realmente visitar os meus amigos. E isso eu faria em qualquer outra cidade em que eles estivessem!

Santiago
Vi, gostei, mas tá visto. Claro que tem restaurantes e vinícolas que não fui, mas não tenho vontade de voltar. E incluo na lista as próximas Viña del Mar e Valparaíso. Dificilmente eu vá passar uma temporada de veraneio por lá!


Caracas
Realmente não dá vontade de voltar. Até tem museus que merecem ser vistos, mas a cidade em si me causou má impressão. Só vale mesmo como passagem para Los Roques, no Caribe... ;-)


La Paz
Essa merece o "Troféu Viu-tá-visto" das minhas viagens. A Bolívia tem paisagens lindíssimas e lugares hipnotizantes. Mas sua capital é caótica e até meio assustadora. Pra ter uma idéia, nem achei as fotos que tirei de lá... sorry!


Agora as revisitáveis. E vá lá... ter vontade de voltar para um lugar é tudo que se espera de uma viagem, né não? Vamos à lista:


Ushuaia
Sim, eu quero voltar ao fim do mundo. O lugar é agradável, tranquilo, tem boa comida e um friozinho delicioso... (no verão, é claro!). Excelente para descansar. Talvez depois de uma nova visita eu me sinta satisfeito, mas hoje eu a classifico como cidade revisitável.

A cidade é tudo o que dizem. Bonita, elegante, simpática e vibrante. Alguns dias lá te farão bem feliz. E voltar sempre pode proporcionar novas experiências!

Veneza
Na última vez que estive lá descobri que caminhar sem rumo pelas ruas estreitas é uma diversão incrível. Quero voltar muitas vezes... pelo menos até saber andar da Praça de São Marcos à ponte de Rialto sem ler as placas... ;-)

Viena
Talvez a mais controversa das revisitáveis. Mas aquele ar "classudo" me encanta. E é um lugar maravilhoso para assistir a concertos e visitar museus.

Estocolmo
Estou ainda sob o efeito do encantamento que essa cidade impõe sobre seus visitantes. Quero voltar várias vezes e destrinchar cada uma de suas 14 ilhas.

Buenos Aires e Barcelona
A primeira tem a proximidade conosco como aliada, mas para mim é tal qual a segunda em termos de atratividade. Vida cultural e gastronômica intensa, povo acolhedor e constantes renovações nos atrativos turísticos as tornam eternas revisitáveis.



Paris
É a cidade que mais revisitei. Mesmo que fosse só de passagem, sempre dava tempo de uma caminhada sem rumo. E Paris é isso: a cidade onde flanar é a ordem. Andar sem rumo por lá é certeza de encontrar atrativos inusitados e sempre muito interessantes. Vi, revi, trevi e muitas vezes revisitarei! Afinal, sempre haverá Paris... (desculpe, esse clichê era inevitável nesse post!).

Londres
Como metrópole que se preze, tem atrativos suficientes para muitas e muitas visitas. Estive lá duas vezes e parece que ainda não vi nada. Além disso, está em constante renovação, sempre surpreendendo o mundo... Sem contar a preparação para as Olimpíadas do ano que vem... ai, ai.. que vontade que dá!

Nova Iorque
Vencedora do "Troféu Revisitável" das minhas viagens. Confesso que só estive uma vez, mas a vontade de voltar é quase incontrolável. Dispensa comentários. É revisitável e pronto!


E olha, faltou falar de Edimburgo (que eu voltaria!), Liubliana (também...), Liverpool, Cracóvia, Orlando (!)... ai, ai... pensando bem, quero voltar pra tudo!! ...rs... mas tem tanta cidade ainda pra visitar... é... a vida é assim... umas com tanto, outras com nada!


Até!


E agora, viaje nos blogs abaixo, informe-se, compare as impressões, enfim, divirta-se com os relatos sobre cidades, revisitáveis ou não, mas que nos fascinam por todo o mundo!
Blogs participantes da #blogagemcoletiva de 19 de julho de 2011 (outros podem entrar depois - confirme nos comentários):

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Edimburgo em fotos

Acabo de ler o comentário que o amigo Ladier deixou no post anterior e encontrei uma ótima definição para esta paixão por viagens: eu estou "me achando". No real sentido da palavra, ou seja, com as viagens eu realmente "me encontro"!
Valeu, Ladier! Seja bem-vindo e continue comentando!

E para você ver que a Edimburgo que encontrei não me deprimiu nem um pouco, segue uma seqüência de fotos, selecionadas entre as inúmeras que tirei.

Aqui uma vista da Princes Street, uma das mais movimentadas ruas de compras da cidade. Fica ao lado do Princes Garden, um lindo parque bem no centro da cidade.


A foto abaixo foi tirada a partir do Princes Garden, com o Castelo de Edimburgo no alto. Esse castelo é visto de todos os lados da cidade.


Mais uma vista do castelo...




Vista de parte do Princes Garden com casario típico ao fundo.

Vista da Royal Mile, a rua mais antiga da cidade, ligando o Castelo a Holyroodhouse, o palácio da Rainha Elizabeth na Escócia.

Tirei esta foto abaixo para mostrar um dos inúmeros ônibus de dois andares que circulam pela cidade. Modernos e coloridos, fazem a cidade se movimentar de um lado para outro.

Ao fundo um monumento feito em homenagem ao escritor Walter Scott (autor do clássico Ivanhoé). Aqui pode-se subir mais de 300 degraus para admirar a vista da cidade. Vale a pena o esforço...

Essa é uma das vistas a partir do alto do monumento a Walter Scott. Observa-se uma apresentação de rua do Festival, em frente à Galeria Naciona de Arte.

Aqui uma vista interna do Princes Garden num lindo e ensolarado dia (coisa rara nessas bandas).

No mesmo lindo e ensolarado dia houve uma apresentação reduzida das bandas que se apresentam no Festival "Military Tatoo". O parque lotou! Achei uma bela iniciativa, considerando que nem todos podem comprar os ingressos e também porque já estava tudo lotado...

Nova vista do parque, com casario e o castelo ao fundo.

Composição artística (às vezes bate uma frescura na hora de bater a foto...) com o prédio do Hotel Balmoral e sua torre do relógio. Fica também na Princes Street, ao lado do parque.



Vista do parque com a Galeria Nacional de Arte ao centro e o castelo bem ao fundo, no alto. Esta foto foi tirada a partir do monumento a Walter Scott.


Abaixo vê-se a fachada da Royal Scotish Academy, onde pude ver uma exposição dos Impressionistas Escoceses, incluindo algumas obras dos mestres que os influenciaram, como Monet, Degas, Cezanne. Quase fiquei sem fala diante de uma obra de Van Gogh. Não era um quadro dos mais famosos, mas as pinceladas do mestre estavam lá. De chorar...

Numa das caminhadas cortei caminho por uma igreja e encontrei esse cemitério nos fundos... digno de filmes de terror dos anos 40... com direito até a um corvo! O preto e branco é por minha conta...


Alguns já devem ter escutado a história, mas o fato é que em Edimburgo existiu no século 19 um cachorrinho que era tão fiel a seu dono que após a morte do homem ele diariamente ia até o cemitério para ficar deitado sobre o túmulo. Isso ele fez até sua morte, durante cerca de 14 anos!

A devoção do cãozinho emocionou tanto os moradores da cidade que uma estátua foi construída próximo à entrada do cemitério. Aqui está a foto dela... e o cão é um dos símbolos da cidade.


Por falar neles, esse aqui cumpre o expediente todos os dias na vitrine desta loja, apenas acompanhando o movimento!

A foto abaixo é da fachada do palácio de Holyrood, onde a Rainha Elizabeth costuma ficar quando está em Edimburgo.

Estas arcadas são das ruínas da Abadia que existiu ao lado do palácio.

Aqui uma vista lateral do palácio, com parte de seus jardins.


Aliás, a Rainha sabe cuidar muito bem de seus jardins...


Jujubas reais... fico pensando se o príncipe Charles fugia de casa para pedir dessas balinhas no boteco como eu fazia aos 3 anos... hehehe

E finalmente, aqui estou, pra provar que fui! Com o castelo ao fundo, é claro.


E aqui, o castelo mais de perto...

Essas são algumas das imagens de Edimburgo que registrei.

Uma cidade onde certamente um dia quero voltar. Mas por hora, é isso!

Deixem seus comentários, não esqueçam! Não precisa se registrar no Google. há uma opção para escrever sem se registrar.

Até o próximo!